sábado, 7 de Novembro de 2009
Bendito Novembro
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Grande País, the best
Todos o sabem...
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
As horas...

Tenho uma confissão a fazer. Nos meus tempos de estudante, passei apenas a sintonizar a Rádio Universidade de Coimbra, lá para o meu segundo terceiro ano. E era um ouvinte esporádico, preferindo os discos compactos, compilações em jeito de banda sonora para aguentar o queimar de pestana.
Nos primeiros anos, a telefonia "rádio-despertador" servia mais para ouvir relatos de bola ou então para amanheceres tardios, marcados por um alto volume fanhoso que saía da única coluna.
Contudo, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades e aparecem novos gostos. Na verdade, lembro-me bem, foi durante uma dessas sessões de estudo, à volta do direito dos conflitos - conceitos-quadro e reenvio - que, ouvindo a Rádio Comercial, me dei conta de um programa que, nesse final de ano de 2001, lá passava, a partir da uma da manhã, até às três - "A hora do Lobo" de António Sérgio.
Tal como ele resumia, era um programa dedicado "ao pensar alternativo", fora da mainstream, com "unicórnios e ciborgues" - uma crónica em voz feminina, fantasias urbanas e textos de vanguarda - e repleto de música com conceito - algo que se poderá resumir ao label do indie, mesmo sem passar muito tempo a saber o que isso realmente pode ser.
Nessa altura, entusiasmado por ter encontrado algo diferente, dei-me até ao trabalho de fazer também algo completamente extravagante - gravei algumas emissões em cassete. A razão de ser de tal anacronismo prendia-se, por um lado, com esse ambiente de madrugada oculta que o António Sérgio para mim imprimia no programa, e, por outro, porque, para saber quem era a banda, o cantor, ou a música que tinha passado e me tinha agradado, tinha de ouvir tudo de novo. A voz grave do António Sérgio - longe de qualquer defeito de dicção, nada disso - não me facilitava o trabalho de apontar numa lista aquelas que eu queria que fossem as minhas aquisições musicais seguintes.
Entretanto, "A Hora do Lobo" acabou na sequência daquilo que, para mim, na altura, foi o grande erro da Rádio Comercial: a mudança para um formato mainstream, de um sofrível pop - rendição feita às massas, que, no final de contas, também é certo, geram indirectamente as receitas necessárias ao pagamento dos salários e à sobrevivência económica de qualquer estação.
Perdi o António Sérgio de vista, durante uns anos até o ter descoberto novamente na Antena1, se a memória não me falha, num programa que, mesmo sem ser do "Lobo", tinha "As Horas" bem preenchidas, cheias de boa música. E foi com o António Sérgio que descobri bandas como os "Gothic Archies" e outras do género.
Mas também por estes lados, foi um luar de pouca dura.
E, no fim de tudo, vejo que agora cheguei atrasado... Perdi-me nas horas e, nem de propósito, descubro, esta noite na Rádio Universidade de Coimbra, o último "Viriato 25" - o programa, que, a nível de rubricas e estilo, repete e me faz recordar a "Hora do Lobo".
Os desencontros são algo desagradável. E apenas lamento não ter dado conta por onde é que o António Sérgio andava nestes últimos tempos. Ao ter ficado a perder, só me comprometo com uma coisa:
Com a memória de um dos melhores locutores do nosso "som da frente".
domingo, 1 de Novembro de 2009
A seda e o som do mar
sábado, 31 de Outubro de 2009
Parabéns, de tão merecidos
e nos enche de vivas magnólias
Pelo tempo que não conta...
aos anos que nunca passam
quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
A Insustentável Leveza da Ignorância
Richard Zimler
Jornal Público de 27 de Outubro de 2009
Tradução de José Lima
domingo, 25 de Outubro de 2009
sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
sábado, 17 de Outubro de 2009
Bocage
Quantas vezes me lembro horrorizado!
Ó monstro! Quantas vezes tens tragado
Do soberbo Oriente os domadores!
Parece-me que entregue a vis traidores
Estou vendo Sepúlveda afamado,
Co'a esposa e co'os filhinhos abraçado,
Qual Mavorte com Vénus e os Amores.
Parece-me que vejo o triste esposo,
Perdida a tenra prole e a bela dama,
Às garras dos leões correr furioso.
Bem te vingaste em nós do afoito Gama!
Pelos nossos desastres és famoso.
Maldito Adamastor! Maldita fama!
SONETOS
José Manuel Maria Barbosa du Bocage
Sem título, nome ou paciência
1
entrei “na noite pelo lado onde há menos gente”
porque o silêncio se esbate só contra
os rostos vagos dos granitos nas calçadas
e posso respirar o sereno olhar
do que não vejo.
a cidade, essa, a cidade
grita no reverso do meu passo
e engole o eco do que adivinho. lá longe
uma mulher de espuma, junto do mar,
retribui uma palavra que perdi há décadas
quando me açoitava
nas turbulências da multidão.
“eu enlouqueço com a doçura
dos meses vagarosos”, este fevereiro tem
os mesmos 1000 anos como tinha há trinta,
exactamente quando enlouqueceste
o beijo que se partiu na minha boca
e nunca mais fui homem
de trincar outros desejos
(e nem)
de desejar bocas novas
perdido
sem me entregar
perdido
a esperar
sem esperar
só aceitar (apenas)
o aguardar da noite: que
a artificiosa luz me prenda de consolo.
(dois decalques de herberto helder, peço desculpa...) 16.02.2009
terça-feira, 13 de Outubro de 2009
segunda-feira, 12 de Outubro de 2009
sexta-feira, 9 de Outubro de 2009
Asterix
terça-feira, 6 de Outubro de 2009
segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
domingo, 4 de Outubro de 2009
O Jardim do Éden
O Jardim do Éden
Ernest Hemingway
Colecção Mil Folhas
Julho de 2002
Tradução de Ana Maria Sampaio








